José Cruz/Agência Brasil
Aldo Rebelo
Ministro dos esportes reconheceu que país precisa avançar em questões ligadas à violência
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, admitiu há pouco que a segurança pública no Brasil "não é a ideal a qualquer momento, não só na Copa do Mundo". "Nós temos problemas de segurança pública no Brasil. Esse é um dos problemas do País e todos os órgãos do governo, todas as esferas têm realizado um esforço grande para enfrentar esse desafio", destacou o ministro após participar de uma audiência pública na Comissão de Educação do Senado. nesta manhã.

Apesar de reconhecer a deficiência no setor, o ministro destacou ações que foram adotadas para garantir segurança às delegações, torcedores e jornalistas. "Já adotamos medidas para a aquisição de equipamentos, para o treinamento e a integração das forças de segurança - Forças Armadas, Polícias Militares, Polícia Civil, Polícia Federal, Força Nacional - para que a população e os visitantes tenham o maior nível de segurança possível no nosso país", disse.

Aldo Rebelo negou que haja preocupação em relação às manifestações programadas para esta quinta e que devem se estender até a Copa do Mundo. "Não constituem ameaça", declarou. Estão programados protestos simultâneos em pelo menos 50 cidades do País. O ministro minimizou as manifestações contra o Mundial. "Não vejo como caracterizar essas manifestações como contra a Copa. Não sei por que transformar manifestações, que são de reivindicações, em manifestações contra a Copa ou contra o governo".

Preparação

 Aldo disse crer que "todos os estádios estarão prontos no momento em que a Copa começar". "(Seis) Estádios ficaram prontos (para a Copa das Confederações). O teste no Paraná foi realizado ontem [quarta], o do Corinthians será no próximo domingo. Alguns desses estádios são privados, outros são PPPs (Parcerias Público-Privadas), e outros são públicos". O ministro reconheceu que a utilidade dos estádios "é um tema controverso". "Mas eu defendo a tese de que eles são importantes e terão destino importante em cada uma dessas regiões", afirmou, durante a audiência.

Ao longo de sua fala aos senadores, o ministro declarou ainda achar estranho que o País seja lembrado apenas por seus problemas. "Não considero normal, nem natural a exacerbação da difusão de aspectos críticos no País no momento em que o Brasil vai ser alvo de uma superexposição em todo o mundo". Questionado sobre o que quis dizer com a declaração, Aldo explicou: "Acho que Brasil, naturalmente, como sétima economia do planeta, no mundo que vive dificuldades econômicas, incomoda. E, às vezes, eu acho que isso exacerba os humores em relação ao País".

Aldo se negou a comentar as recorrentes críticas da Fifa ao Brasil. Tem sido comum que nomes da entidade, como o presidente Joseph Blatter, revelem preocupação à imprensa internacional, mas baixem o tom quando chegam ao País. "Essas manifestações da Fifa são logo seguidas de notas de esclarecimento, de retificações. Não posso responder a uma manifestação que logo em seguida será corrigida. Tenho que cuidar do meu trabalho, concluir obras que são necessárias para a Copa e terminar a preparação do País para a grande festa do futebol mundial".